quarta-feira, setembro 28, 2011

DEIXEM A TERRA EM PAZ !!!!!!!



Deixem a Terra em Paz, o grande grito de guerra de Redson para o mundo.

Deixem a Terra em Paz ecoam seus fãs.Redson se foi , em um dia feliz porque se comemora Cosmes e Damião duas crianças negras
que são homenageadas com doces e balas em minha época era pipoca de montão.
Redson foi para mim, uma figura especial em relação amizade.
Vou lembrar aqui algumas passagem que tive ao lado dele :
     Quando o conheci a primeira vez foi em uma cidade perto da divisa Paraná São Paulo.
Uma figura muito louca da cidade resolveu fazer um show de rock e se fazia necessario o contador de historias em FM : Paulao Rock'n'Roll, chamado  compareceu em peso.
Onde seria: os ingressos todos vendidos e mais gente querendo ir, uma tremanda casa de show na cidade..enorme.
     Seus patrocinadores : o ditribuidor de bebidas da cidade e de algumas fazendas na região...dinheiro não importa Paulão...o que fazer e como dois shows podem acontecer, aí foi que perguntei quem são os cara que vão tocar :...a resposta veio meio timida..O Colera..entendi o Ira!!!!
Cara é o seguinte deste tamanho e lotado só fazendo ao ar livre ..e os ingressos deixemos na casa e o show ira acontecer na house. amanhã...o patrocinador mais que rapido topou a ideia.
Um show ao ar livre a noite em frente a distribuidora e outra dentro da casa de show no dia seguinte...facil agora vamos falar com a banda quando chegar.


     A banda era O Colera e não o Ira...sem mais delongas vamos arrumar o palco cadê o palco....
Paulinho o produtor local decidiu com o patrocinador seguinte : duas carretas fechando a rua em frente a distribuidora a rua era uma avenida com jardim no meio... e solta o povo. Estamos no palco muito bem feito e seguro e uma aparelhagem de boa qualidade. Primeiro os grupos locais e um guitarrista excepcional detonador fez seu blues poderoso...ai é a vez da banda principal; Paulão sai com essa : ..E ai rapaziada plateia cheia, lotada bonita de se ver...E aí até que enfim chegou nossa vez graças a Deus nós temos COLERA( a doença) de graça para voces..entra Redson não muito contente cara de sem graça e faz um show arrazante...vamos para o restaurante e vamos dividir uma fritada de frangos quando Redson fala bem perto da minha orelha : Pô  a gente não é doença amigo....eu muito cheio de razão respondo o que é então: ele responde: ira ódio,cólera de invocado..pô gordo feio aprende. Dia seguinte tivemos mais um show nas carretas e lotou como o primeiro. A noite a casa de show providenciou um convidado especial para cobrir os ingressos vendidos. Um tal de cover do Raul Seixas fui até lá, conferir e arrepiei o cara era o Raul da cabeça aos pés, ele recebia o espirito do Raul. Coisa asustadora, timbre de voz, batida nas cordas, encenações o cara era o Raul..sai logo arrepiado e sem fala.
Segundo Encontro com o Redson e sua Banda Cólera.
Estamos na casa de show do Paulinho Tattoo, hoje Alona na rua Leste Oeste em frente a Delegacia.
                 


                           Banda do dia: Cólera
     Nos encontramos dentro da casa e fomos tomar refrigerantes pois nem eu e nem ele neste dia iamos de alcool. Rimos muito do incidente das carretas, e no palco : Cólera.
Showzação detonador, destruidor emplogante poderoso. Muito bom e..a plateia lá fora tinha dobrado e queriam ver o show  e a casa lotada, conversamos com Redson ele se prontificou a um breve descanso e vamos para a segunda sessão, neste momento estou lá fora e algumas meninas deixada em minha responsabilidade pelas mães, que diziam : só vou deixar se voce olhar...elas confiaram..tudo bem assistiram a primeira sessão e sairam ...carregadas para fora para esperar a mamãe. Elas passavam  e perguntavam cadê elas eu dizia: estamos trazendo aguenta mais um pouco dá mais uma volta..quando elas conseguiam se repor mais  ou menos, colocava no carro e dizendo só bebeu um pouquinho com as colegas, foram poucas meninas umas doze no maximo, neste momento eram 5h da manhã.
     Terceiro encontro com Redson, DemoSul em 2004, tenho um programa de TV e fizemos uma entrevista fabulosa até subirem no palco, Redson pediu para que os apresentasse se não invocasse o nome da doença..e lá fomos nós, apresentado  estou voltando para descer do maior palco do Demo até hoje uns 4mts de altura quando a empresaria da banda me diz olha o Redson te chamando ainda no palco, me voltei ele  chamando com as mãos e cantando sua canção...fui até lá então vi a surpresa duas camas de artistas me convidando para um mosh o que não fiz de rogado dei uma ré até o batera e me lancei, um segundo e meio mais eletrizantes da minha vida,voar sem paraquedas e cair em mãos de amigos, é sensacional, gratificante, fico imaginando quando o vocalista da banda Slipknot fez aquele no Rock In Rio semana que passou 25/09/domingo.
                                                                                        
     Redson foi para mim, um amigo quando presente, atendia o telefone em sua copiadora xeroqueira em sampa e me dizia como fazer, como atender um musico uma banda. Cólera sempre tocou muito no Azylo Hotel na época certa no momento exato  um punk politizado, irado com o sistema,  raivoso nas guitars e pacifico e decidido na batera.
     Não fui ve los na ultima vez em Londina, foi adiado o que me causou muita tristeza , queria ter visto essa fera que quando no palco tinha uma atitude de guerreiro urbano contra o sistema, quando fora do palco uma pessoa esclarecedora e interessada em passar  detalhes o mais coerente possivel para o locutor possa entender tudo certo...uma atitude punk mais honesta do pais.  Redson muitas saudades...







sexta-feira, setembro 23, 2011

A NOITE DO SACO DE RATOS N' CEMITERIO

Diego Basa, Fabio Pagotto, Mario Bortolotto, Fábio Brum  & na Bateria Rick Vecchione


     Noite de lua quarto minguante  pavorosa, um sábado 17 apavorando a mulherada de plantão que vulgarizou a palavra amor, simplesmente para amor é foda.
    O amor de primavera estavam circulando pelos becos ruas e bares locais de um setembro suado de noite quente.
     O local era perfeito os interiores do Cemiterio de Automoveis, uma vila cultural que se esconde na saida de Londrina direção, Rôla, Arapa, Apuka (Rolandia, Arapongas e Apucarana), vem aqui gata me fazer uma massagem na espinha. O Cemiterio acomoda os pseudo culturais, os podres normais, os alucinados pacificados e piromaniacos felizes, os pastores de férias e prefeitos regionais de plantão o palco esta pronto e sobe  Mario Bortolotto e o saco de ratos.

     Rapidamente a frente do palco é iluminada com a mais atraente nata do lixo cultural londrinense, o césio em ação em uma plateia de etilizados de carteirinha, as mulheres completamente carregadas de hormonios em furia, ovulando atrasadas com os olhos & bocas remexendo e cantando as poesias marginais do profissional que mantem a pinta de machão chauvinista em extinção, com seu cuturno sujo de barro paulista pisando nas femeas que adoram ser massacradas por motoristas de caminhão, borracheiros da madrugada, garotos de rendinhas recheadas,  donos de bares de esquinas abandonadas, e poetas encharcados de amores afogados. 


ABERTO A TEMPORADA DO SABBATH 'BLUES' SABBATH  


Mario cada vez mais alinhado com a poesia gilete que escruncha a mulher e de madruga vai pedir colinho para ela, porque poeta que se preze cai de boca. Mario é um poeta maldito em extinção, um filhote de Leminki deturpado por Tarantino(Luke). Fabio Brum um guitarrista amaldiçoado com a sabedoria do blues, Fabio estudou no MI de Los Angeles, aonde conheceu lendas como Scott Henderson, Steve Trovato, Keith Wyatt e Tim Bogert, foi um dos fundadores do Bando do Velho Jack, levou os Bêbados Habilidosos a extensão da palavra, trabalhou com Paulo de Carvalho das Velhas Virgens no Cuelho da Alice,  foi guitar do Made e agora levando os velhos gordos e bebados dos sacos de ratos acompanhado pelo super competente Diego Basanelli (Basa) substituindo o  guitarrista "oficial" Marcelo Watanabe e a cozinha firme e consistente de Fábio Pagotto e Rick Vecchione que traz no seu sobrenome o Rock "Made in Brazil".

    No cemiterio criou-se uma linha fina elegante e pesada do blues, no século XVIII chamava-se de iluminismo, centralizando a ciência  da guitarra e fazendo este cd e o show ao vivo se transformarem em uma obra de arte.  Nesta noite foram quase 4 horas de massacre musical que o tempo todo pensei estar ouvindo lembranças da banda de Lou Reed , com a dobradinha Steve Hunter & Dick Wagner os dois albuns ao vivo 76/78 . Fabio facilmente pode se considerado uma atração dos mestres da guitarra no Brasil atualmente..foram 6 tentativas de tocar a saidera e o tema ia extendendo cada vez mais...parece que foi em Johnny B.Good que prometeram ser a ultima, não aguentando mais a exarcebação do blues,  sinuoso e marginal coisa de loco, me desintegrei. Sua plateia incandescente não deixava por menos nem aquela ali ó considerada por mim a mais: quero essa mulher para mim, sensual, torneada, maliciosa, avassaladora, cabelos vermelhos e quente quando cheguei perto... uau. A noite foi dos ratos dentro do saco..lembrou Stalone de cabeça para baixo dentro de um saco de ratos quando tiram o saco ele estava com o maior na boca....sem chance para o rato.


Pra quem ainda não conhece a banda Saco de Ratos:




CREDITOS
Banda:
Mario Bortolotto : vocal e letrista
Fabio brum: Guitar e back vocal
Rick Vecchione : baterista
Fabio Pagotto : baixo
Diego Basanelli : Guitar, sax, flauta e vocal.
vem cá me ilumina a  mente: o album do saco de ratos foi editado, mixado pelo mestre Edu Gomes o velhinho que solava alucinadamente para o Andre Cristovan no Londrina Festival de Blues.....
Apoio logistíco, fotos, cultural & designer : Ed&Nelson
Apoio Espiritual (em falta tem mas acabou) Cash One(Cachone)
Produção Executiva : Val & Pedra
Texto com a trilha original do CD do Mario.

SEXTA N'CONCHA TRIBUTO AO CAÇA

   Este ano de 2011 foi fatídico para a banda Caça Nikel de Londrina, dois de seus melhores guitarrista se foram..No inicio do ano o musico Saile Vanderlan Barbeto, conhecido por nós como Sailumba se foi  vitima de infecção hospitalar. Em meados de junho o guitarrista Alberto Filgueiras Junior, talento extremo e influenciador de uma grande massa de guitarristas se foi tambem. Há 3 anos atras o musico Roberto Pereira. conhecido por nós como Jorjão ou J.J. Guitar se foi vitima de diabete. Assim a banda Caça Nikel deixa de existir sem condições de voltar, já que quando somente a existência de Juninho já tinha mudado o nome para Senta Pua, uma homenagem  aos pilotos da F.A.B.

   Este ano resolvemos prestar uma homenagem a banda que desde o inicio promoveu o seu lado Hard sempre com musicas autorais, algumas do Saile, outras minhas, ou de Jorjão, letras pesadas e canalhas como as de hoje. O Caça fez um som que aproximou muito do hardrock que ouviamos : Rolling Stones, YardBirds, The Animals, Led Zeppelin, J.J.Geils Band.
                  




                     SEXTA N'CONCHA , 16 de setembro de 2011 TRIBUTO AO CAÇA
Iniciamos ali pelas 18:27m com a banda do Marcos Fernandes Angelico, conhecido no meio musical como Marquinhos dono de um espetacular studio para gravações. Marquinho foi em determinada fase do Caça o baterista mentor, e decidindo o bit da banda atraves de sua pancada pulsante da batera. Marquinhos tambem foi autor de varias musicas levadas pela banda, apresentadas no concerto como: Vá pro inferno, Garoto Mau, Nuvens Cinzentas e o Hit da banda : Gatinhas da Sergipe. Convidado a participar deste projeto, montou sua banda com Sergio Volpi baixo e Carlos Sardi baterista do extinto Super Sessenta banda que reviveu os anos dourados pela região tocando  musicas de bailes e muito Beatles, e Zé Alexandre um eximio guitarrista dos Cevadas de Rolandia hoje  fazendo guitarra nos Beatles For Sale, banda local, e trabalhando em uma loja de instrumentos musicais onde a passagem dos musicos se  faz necessario para conhecer novas tecnicas. Marcos tambem convidou Adriano Fiori, por um tempo foi guitarrista do Caça, presente neste tributo, convidamos Jô que por um tempo tambem fez vocal, não conseguimos contatar o Beto que foi um dos baixistas da banda, hoje na Banda Municipal de Londrina, tocando...guitarra.
Nesta noite o que aconteceu foi uma das sessões mais especiais que já tinha participado, foram as entidades presentes mais conhecidas com Espiritos Zombeteiros que comparecem e não prejudicam ninguem só se divertem. Em determinado momento quando a primeira banda iniciou seu set de apresentação um cidadão se levantou a leste de mim, na mesma fileira e iniciou sua dança frenetica somando  toques indigenas, com cenas de Elvis, e danças do vocal do Dr.Feelgood misturados com as do vocalista do Cramps...coisa fantastica iluminada,uma fotografa ao meu lado conferiu e se arrependeu de não ter trazido seus instrumento de trabalho terminou o show e ele sumiu...outra figura foi o tecnico de som que surgiu no meio da tarde e foi resolvendo problemas tecnicos da parelhagem, onde ele colocava a mão resolvia, dizia ser meu amigo..mas eu nunca tinha visto a péça..depois disse ser amigo do Ze Alexandre que informou imediatamente que ele dava trabalho quando aparecia na loja, certo momento WMC mandou ele dár um tempo que não parava de falar, e foi assim até o fim do show. Uma figura subiu ao palco e passeva de lá para cá...querendo cantar ou tocar e descia e subia, coisas de louco. Figuras que nunca tinha prestado atenção porque sempre estou na frente dos concertos. Marquinhos terminou e subiu ao palco o grande Gobbi Junior o senhor das baquetas o trovão iluminado da banda Led Zeppelin Cover, Gobbi fez sua apresentação solo e apavorou os bateras de plantão, seu solo lembra dois caminhões em colisão frontal, saiu do palco ovacionado, e eletrizado pela cena que  criou e estava se alimentando com as energias enviadas, "quero voltar Paulao me chama, venho até com a banda nunca pensei que fosse assim ". Uma das presenças mais emocionantes foi a de Dona Inês mãe do Alberto Junior, que bateu presença afirmando ter vindo ver o tributo ao vivo, e saiu do seu lugar para prestar homenagens ao Gobinho pelo solo que ela diz  ter sido espetacular. A segunda banda da noite foi acionada logo após saber às 10h que a  contatada não iria, convidamos o Billy Bastardos, às 10:10 da manhã de sexta para tocar logo mais às 19h. O  trio eletrizante do psicobilly que trouxe todos do bar do Jaime para a concha e ai...a panela ferveu, a tampa voou,  e o palco derreteu.
Como um show foi completo  apresentando duas bandas radicais, gente que gostou muito do Marcos Banda e seu estilo de hard rock, e a segunda banda trouxe um estilo antigo muito atual em voga na região. ...A Concha Acustica esta para as bandas como um ponto organico necessário para seu curriculo de apresentações, pensei em até refezer este tributo mas torna-se impossivel de realizar o evento partindo da ordem cronologica...  o resultado foi esse.  Estamos correndo para o o mais novo evento..Banda autorais para novembro uma grande festa.

Poema Mário de Andrade -